O IPv4 acabou.
A internet precisa de autonomia digital,
não de mais escassez artificial.
Por que a PopSolutions opera uma infraestrutura IPv6-first, como isso afeta os serviços que oferecemos, e por que acreditamos que a concentração de endereços IPv4 é uma ameaça à internet aberta.
O esgotamento do IPv4 não é uma previsão. Já aconteceu.
O protocolo IPv4, criado em 1981, oferece aproximadamente 4,3 bilhões de endereços. Quando foi concebido, ninguém imaginava que cada pessoa carregaria um computador no bolso, que geladeiras pediriam atualizações pela internet, ou que bilhões de dispositivos competiriam pelo mesmo espaço de endereçamento.
Os endereços acabaram. Não em teoria — na prática. Todos os cinco Registros Regionais de Internet (RIRs) já esgotaram seus pools de alocação livre.
Quem controla o IPv4 controla o acesso à internet.
A escassez de IPv4 não é apenas um problema técnico — é um mecanismo de concentração de poder. As grandes corporações de tecnologia e telecomunicações acumularam vastos blocos de endereços IPv4 durante décadas, muitas vezes quando o recurso ainda era distribuído gratuitamente. Hoje, esses blocos valem bilhões de dólares.
Quando um grande provedor oferece "IPv4 ilimitado" aos seus clientes, ele não está sendo generoso. Está exercendo um privilégio histórico construído sobre a concentração de um recurso público finito. E tem um incentivo econômico direto para retardar a adoção de IPv6 — porque no momento em que o IPv6 se torna universal, seus blocos IPv4 perdem valor.
A mesma empresa que anuncia soluções "cloud-native" e "modernas" frequentemente opera internamente sobre décadas de vantagem acumulada em alocações IPv4 — uma vantagem que nenhum novo entrante no mercado pode replicar.
Este é o paradoxo central: os mesmos atores que têm poder para acelerar a transição para IPv6 são os que mais lucram com a permanência do IPv4. A escassez artificial cria barreiras de entrada para cooperativas, pequenos provedores e organizações comunitárias que não têm capital para comprar endereços no mercado secundário.
A PopSolutions recusa participar deste jogo. Em vez de gastar recursos cooperativos comprando endereços IPv4 a preços especulativos, investimos em infraestrutura IPv6-first — o protocolo que foi projetado para ser abundante, aberto e impossível de monopolizar.
IPv6-first com tradução transparente.
A infraestrutura da PopSolutions opera em modelo IPv6-first. Toda a rede interna, todos os servidores de clientes e todos os serviços rodam sobre IPv6 nativo. Para manter compatibilidade com os destinos e usuários que ainda dependem exclusivamente de IPv4, operamos uma camada de tradução transparente.
Usuários IPv6 ──────────────────────────────────────► Servidor do cliente (conexão direta, sem tradução, sem intermediários) IPv6 nativo Usuários IPv4 ───► HAProxy ───► Servidor do cliente (via IPv4 público (identifica destino (recebe em IPv6, compartilhado) por SNI/protocolo) sem precisar de IPv4) Servidor do cliente quer acessar destino IPv4-only: Servidor ───► DNS64 ───► NAT64 (TAYGA) ───► Internet IPv4 (resolve AAAA (traduz IPv6→IPv4 sintetizado) transparentemente)
Esta arquitetura permite que todos os servidores de clientes operem exclusivamente em IPv6, sem necessidade de endereços IPv4 individuais. O acesso de usuários IPv4 é intermediado pelo HAProxy, que identifica o destino pelo protocolo (SNI para HTTPS, XML stream para XMPP, header Host para HTTP) e roteia para o servidor correto.
O que funciona, o que funciona com adaptações, e o que precisa de recursos dedicados.
Acreditamos que transparência é um valor fundamental. Por isso, documentamos abertamente o que nossa arquitetura pode e não pode oferecer. Estas não são limitações exclusivas da PopSolutions — são limitações inerentes à escassez global de IPv4 que afetam qualquer provedor honesto sobre sua infraestrutura.
Serviços com suporte completo via IPv4 compartilhado
Protocolos que identificam o destino nos primeiros bytes da conexão podem ser roteados para múltiplos clientes no mesmo endereço IPv4, sem limitações:
| Serviço | Protocolo | Como roteia | Modelo |
|---|---|---|---|
| Sites, APIs, aplicações web | HTTP / HTTPS | Header Host / SNI | proxy reverso |
| Odoo, Nextcloud, ERPs | HTTPS | SNI | proxy reverso |
| Mensageria XMPP | TCP 5222/5269 | XML stream to='dominio' | proxy reverso |
| Email (SMTP/IMAP/POP3) | TCP com TLS | SNI / EHLO | proxy reverso |
| Repositórios Git | HTTPS | SNI | proxy reverso |
| Mastodon, Matrix, Fediverse | HTTPS | SNI | proxy reverso |
Serviços com adaptações necessárias
Protocolos que não identificam o destino no handshake, mas que podem operar em portas alternativas ou com configuração específica:
| Serviço | Limitação | Adaptação | Modelo |
|---|---|---|---|
| Videoconferência (Jitsi) | UDP media sem header de destino | Porta UDP alternativa por instância | serviço gerenciado |
| VPN (WireGuard) | UDP criptografado | Porta alternativa ou IP dedicado | serviço gerenciado |
| TURN/STUN (WebRTC) | UDP sem identificação | Instância compartilhada da POP | serviço gerenciado |
| SIP / VoIP | UDP, sinalização complexa | SIP proxy centralizado | serviço gerenciado |
| FTP | Portas dinâmicas | SFTP (SSH) ou range fixo | proxy reverso |
Serviços que requerem IPv4 público dedicado
Alguns protocolos são fundamentalmente incompatíveis com compartilhamento de endereço IPv4. Estes serviços consomem um endereço público exclusivo — recurso escasso e finito:
| Serviço | Motivo | Modelo |
|---|---|---|
| Servidores de jogos | UDP puro, latency-sensitive, sem identificação | ip dedicado |
| DNS autoritativo exclusivo | UDP 53 por servidor, sem inspeção possível | ip dedicado |
| Streaming / RTMP ingest | Protocolo binário sem handshake de domínio | ip dedicado |
| IPSec / VPN site-to-site | UDP 500/4500 criptografado | ip dedicado |
| Requisito contratual/compliance | Exigência legal de IP exclusivo | ip dedicado |
Qualquer provedor que afirme oferecer todos estes serviços com IPv4 ilimitado está, necessariamente, operando a partir de uma posição de acumulação histórica de endereços — ou revendendo acesso a preços que refletem a especulação do mercado. Em ambos os casos, o modelo perpetua a concentração e desincentiva a transição para o IPv6.
Recursos públicos, gestão cooperativa.
Os endereços IPv4 públicos da PopSolutions são um recurso compartilhado da cooperativa. Sua alocação segue princípios de uso eficiente e interesse coletivo — não de capacidade individual de pagamento.
▶ Hosting Dedicado
- Servidor IPv6 nativo exclusivo
- Acesso IPv4 inbound via proxy reverso
- Web, email, XMPP, Git, Fediverse
- Sem custo adicional por IPv4
- Todas as portas TCP com identificação de protocolo
▶ Serviços Gerenciados
- Jitsi Meet (videoconferência)
- TURN/STUN (WebRTC relay)
- VPN (WireGuard)
- VoIP / SIP trunk
- Operados pela POP, multi-tenant
◆ IPv4 Dedicado
- Endereço IPv4 público exclusivo
- Todas as portas TCP e UDP
- Disponibilidade limitada
- Custo adicional (recurso escasso)
- Sujeito a disponibilidade do pool
▶ IPv6 Nativo
- Endereçamento ilimitado
- Sem NAT, sem proxy, sem intermediários
- Todas as portas TCP e UDP
- Sem custo adicional
- Conexão direta fim-a-fim
Serviços que dependem de portas UDP exclusivas — como videoconferência, VPN e VoIP — são oferecidos como serviços gerenciados pela cooperativa. Isto não é uma limitação arbitrária: é a forma mais eficiente de utilizar recursos escassos em benefício de todos os cooperados, enquanto garantimos qualidade operacional e manutenção profissional.
Cláusula de Recursos de Endereçamento IP
O CONTRATANTE receberá endereçamento IPv6 nativo com conectividade global direta, sem tradução de endereços (NAT) e sem intermediários. O endereçamento IPv6 é ilimitado e sem custo adicional para todos os planos de hospedagem.
O acesso de usuários IPv4 ao servidor do CONTRATANTE será provido por meio de proxy reverso compartilhado operado pela CONTRATADA, utilizando identificação de protocolo (SNI, HTTP Host, XML stream) para roteamento. Este mecanismo é compatível com serviços web (HTTP/HTTPS), mensageria (XMPP), email (SMTP/IMAP) e demais protocolos TCP que declarem o domínio de destino no handshake da conexão.
O acesso do servidor do CONTRATANTE a destinos IPv4 na internet será provido por meio de tradução NAT64 transparente, operada pela CONTRATADA. Nenhuma configuração é necessária no servidor do CONTRATANTE para utilização deste serviço.
Serviços que dependem de portas UDP exclusivas em endereço IPv4 público — incluindo, mas não limitado a: videoconferência (Jitsi, BigBlueButton), VPN (WireGuard, OpenVPN), relay WebRTC (TURN/STUN), VoIP (SIP/RTP) e servidores de jogos — são oferecidos exclusivamente como serviços gerenciados operados pela CONTRATADA, em modelo multi-tenant. O CONTRATANTE não poderá operar instâncias independentes destes serviços em seu servidor dedicado com acesso IPv4 inbound, salvo contratação de endereço IPv4 dedicado conforme cláusula 6.5.
O CONTRATANTE poderá solicitar a alocação de endereço IPv4 público dedicado, sujeito a disponibilidade no pool da CONTRATADA e mediante custo adicional. O endereço IPv4 dedicado permite operação irrestrita de qualquer protocolo TCP ou UDP em qualquer porta, sem intermediários. A disponibilidade deste recurso é limitada pela alocação recebida pela CONTRATADA do Registro Regional de Internet (LACNIC) e não pode ser ampliada sob demanda.
A CONTRATADA se compromete a investir continuamente em infraestrutura IPv6 e a priorizar soluções que reduzam a dependência de endereçamento IPv4. O CONTRATANTE reconhece que a escassez global de endereços IPv4 é uma condição estrutural do mercado de telecomunicações e que as limitações descritas neste termo não constituem deficiência do serviço, mas reflexo de uma realidade técnica e econômica que afeta todo o setor.
A internet aberta precisa de infraestrutura cooperativa.
A transição para IPv6 não é uma questão de tecnologia — é uma questão de poder. Cada organização que adota IPv6-first reduz a dependência coletiva de um recurso monopolizado. Cada servidor que opera sem IPv4 dedicado é uma demonstração de que é possível construir infraestrutura soberana, eficiente e acessível.
A PopSolutions existe para provar que cooperativas podem operar infraestrutura de telecomunicações com a mesma excelência técnica das grandes corporações — sem depender dos mesmos mecanismos de concentração.
PopSolutions Cooperative — Barueri, SP, Brasil
Infraestrutura própria desde 2013. Cooperativa de tecnologia com soberania digital.
O IPv4 acabou.
A internet precisa de autonomia digital,
não de mais escassez artificial.
Por que a PopSolutions opera uma infraestrutura IPv6-first, como isso afeta os serviços que oferecemos, e por que acreditamos que a concentração de endereços IPv4 é uma ameaça à internet aberta.
O esgotamento do IPv4 não é uma previsão. Já aconteceu.
O protocolo IPv4, criado em 1981, oferece aproximadamente 4,3 bilhões de endereços. Quando foi concebido, ninguém imaginava que cada pessoa carregaria um computador no bolso, que geladeiras pediriam atualizações pela internet, ou que bilhões de dispositivos competiriam pelo mesmo espaço de endereçamento.
Os endereços acabaram. Não em teoria — na prática. Todos os cinco Registros Regionais de Internet (RIRs) já esgotaram seus pools de alocação livre.
Quem controla o IPv4 controla o acesso à internet.
A escassez de IPv4 não é apenas um problema técnico — é um mecanismo de concentração de poder. As grandes corporações de tecnologia e telecomunicações acumularam vastos blocos de endereços IPv4 durante décadas, muitas vezes quando o recurso ainda era distribuído gratuitamente. Hoje, esses blocos valem bilhões de dólares.
Quando um grande provedor oferece "IPv4 ilimitado" aos seus clientes, ele não está sendo generoso. Está exercendo um privilégio histórico construído sobre a concentração de um recurso público finito. E tem um incentivo econômico direto para retardar a adoção de IPv6 — porque no momento em que o IPv6 se torna universal, seus blocos IPv4 perdem valor.
A mesma empresa que anuncia soluções "cloud-native" e "modernas" frequentemente opera internamente sobre décadas de vantagem acumulada em alocações IPv4 — uma vantagem que nenhum novo entrante no mercado pode replicar.
Este é o paradoxo central: os mesmos atores que têm poder para acelerar a transição para IPv6 são os que mais lucram com a permanência do IPv4. A escassez artificial cria barreiras de entrada para cooperativas, pequenos provedores e organizações comunitárias que não têm capital para comprar endereços no mercado secundário.
A PopSolutions recusa participar deste jogo. Em vez de gastar recursos cooperativos comprando endereços IPv4 a preços especulativos, investimos em infraestrutura IPv6-first — o protocolo que foi projetado para ser abundante, aberto e impossível de monopolizar.
IPv6-first com tradução transparente.
A infraestrutura da PopSolutions opera em modelo IPv6-first. Toda a rede interna, todos os servidores de clientes e todos os serviços rodam sobre IPv6 nativo. Para manter compatibilidade com os destinos e usuários que ainda dependem exclusivamente de IPv4, operamos uma camada de tradução transparente.
Usuários IPv6 ──────────────────────────────────────► Servidor do cliente (conexão direta, sem tradução, sem intermediários) IPv6 nativo Usuários IPv4 ───► HAProxy ───► Servidor do cliente (via IPv4 público (identifica destino (recebe em IPv6, compartilhado) por SNI/protocolo) sem precisar de IPv4) Servidor do cliente quer acessar destino IPv4-only: Servidor ───► DNS64 ───► NAT64 (TAYGA) ───► Internet IPv4 (resolve AAAA (traduz IPv6→IPv4 sintetizado) transparentemente)
Esta arquitetura permite que todos os servidores de clientes operem exclusivamente em IPv6, sem necessidade de endereços IPv4 individuais. O acesso de usuários IPv4 é intermediado pelo HAProxy, que identifica o destino pelo protocolo (SNI para HTTPS, XML stream para XMPP, header Host para HTTP) e roteia para o servidor correto.
O que funciona, o que funciona com adaptações, e o que precisa de recursos dedicados.
Acreditamos que transparência é um valor fundamental. Por isso, documentamos abertamente o que nossa arquitetura pode e não pode oferecer. Estas não são limitações exclusivas da PopSolutions — são limitações inerentes à escassez global de IPv4 que afetam qualquer provedor honesto sobre sua infraestrutura.
Serviços com suporte completo via IPv4 compartilhado
Protocolos que identificam o destino nos primeiros bytes da conexão podem ser roteados para múltiplos clientes no mesmo endereço IPv4, sem limitações:
| Serviço | Protocolo | Como roteia | Modelo |
|---|---|---|---|
| Sites, APIs, aplicações web | HTTP / HTTPS | Header Host / SNI | proxy reverso |
| Odoo, Nextcloud, ERPs | HTTPS | SNI | proxy reverso |
| Mensageria XMPP | TCP 5222/5269 | XML stream to='dominio' | proxy reverso |
| Email (SMTP/IMAP/POP3) | TCP com TLS | SNI / EHLO | proxy reverso |
| Repositórios Git | HTTPS | SNI | proxy reverso |
| Mastodon, Matrix, Fediverse | HTTPS | SNI | proxy reverso |
Serviços com adaptações necessárias
Protocolos que não identificam o destino no handshake, mas que podem operar em portas alternativas ou com configuração específica:
| Serviço | Limitação | Adaptação | Modelo |
|---|---|---|---|
| Videoconferência (Jitsi) | UDP media sem header de destino | Porta UDP alternativa por instância | serviço gerenciado |
| VPN (WireGuard) | UDP criptografado | Porta alternativa ou IP dedicado | serviço gerenciado |
| TURN/STUN (WebRTC) | UDP sem identificação | Instância compartilhada da POP | serviço gerenciado |
| SIP / VoIP | UDP, sinalização complexa | SIP proxy centralizado | serviço gerenciado |
| FTP | Portas dinâmicas | SFTP (SSH) ou range fixo | proxy reverso |
Serviços que requerem IPv4 público dedicado
Alguns protocolos são fundamentalmente incompatíveis com compartilhamento de endereço IPv4. Estes serviços consomem um endereço público exclusivo — recurso escasso e finito:
| Serviço | Motivo | Modelo |
|---|---|---|
| Servidores de jogos | UDP puro, latency-sensitive, sem identificação | ip dedicado |
| DNS autoritativo exclusivo | UDP 53 por servidor, sem inspeção possível | ip dedicado |
| Streaming / RTMP ingest | Protocolo binário sem handshake de domínio | ip dedicado |
| IPSec / VPN site-to-site | UDP 500/4500 criptografado | ip dedicado |
| Requisito contratual/compliance | Exigência legal de IP exclusivo | ip dedicado |
Qualquer provedor que afirme oferecer todos estes serviços com IPv4 ilimitado está, necessariamente, operando a partir de uma posição de acumulação histórica de endereços — ou revendendo acesso a preços que refletem a especulação do mercado. Em ambos os casos, o modelo perpetua a concentração e desincentiva a transição para o IPv6.
Recursos públicos, gestão cooperativa.
Os endereços IPv4 públicos da PopSolutions são um recurso compartilhado da cooperativa. Sua alocação segue princípios de uso eficiente e interesse coletivo — não de capacidade individual de pagamento.
▶ Hosting Dedicado
- Servidor IPv6 nativo exclusivo
- Acesso IPv4 inbound via proxy reverso
- Web, email, XMPP, Git, Fediverse
- Sem custo adicional por IPv4
- Todas as portas TCP com identificação de protocolo
▶ Serviços Gerenciados
- Jitsi Meet (videoconferência)
- TURN/STUN (WebRTC relay)
- VPN (WireGuard)
- VoIP / SIP trunk
- Operados pela POP, multi-tenant
◆ IPv4 Dedicado
- Endereço IPv4 público exclusivo
- Todas as portas TCP e UDP
- Disponibilidade limitada
- Custo adicional (recurso escasso)
- Sujeito a disponibilidade do pool
▶ IPv6 Nativo
- Endereçamento ilimitado
- Sem NAT, sem proxy, sem intermediários
- Todas as portas TCP e UDP
- Sem custo adicional
- Conexão direta fim-a-fim
Serviços que dependem de portas UDP exclusivas — como videoconferência, VPN e VoIP — são oferecidos como serviços gerenciados pela cooperativa. Isto não é uma limitação arbitrária: é a forma mais eficiente de utilizar recursos escassos em benefício de todos os cooperados, enquanto garantimos qualidade operacional e manutenção profissional.
Cláusula de Recursos de Endereçamento IP
O CONTRATANTE receberá endereçamento IPv6 nativo com conectividade global direta, sem tradução de endereços (NAT) e sem intermediários. O endereçamento IPv6 é ilimitado e sem custo adicional para todos os planos de hospedagem.
O acesso de usuários IPv4 ao servidor do CONTRATANTE será provido por meio de proxy reverso compartilhado operado pela CONTRATADA, utilizando identificação de protocolo (SNI, HTTP Host, XML stream) para roteamento. Este mecanismo é compatível com serviços web (HTTP/HTTPS), mensageria (XMPP), email (SMTP/IMAP) e demais protocolos TCP que declarem o domínio de destino no handshake da conexão.
O acesso do servidor do CONTRATANTE a destinos IPv4 na internet será provido por meio de tradução NAT64 transparente, operada pela CONTRATADA. Nenhuma configuração é necessária no servidor do CONTRATANTE para utilização deste serviço.
Serviços que dependem de portas UDP exclusivas em endereço IPv4 público — incluindo, mas não limitado a: videoconferência (Jitsi, BigBlueButton), VPN (WireGuard, OpenVPN), relay WebRTC (TURN/STUN), VoIP (SIP/RTP) e servidores de jogos — são oferecidos exclusivamente como serviços gerenciados operados pela CONTRATADA, em modelo multi-tenant. O CONTRATANTE não poderá operar instâncias independentes destes serviços em seu servidor dedicado com acesso IPv4 inbound, salvo contratação de endereço IPv4 dedicado conforme cláusula 6.5.
O CONTRATANTE poderá solicitar a alocação de endereço IPv4 público dedicado, sujeito a disponibilidade no pool da CONTRATADA e mediante custo adicional. O endereço IPv4 dedicado permite operação irrestrita de qualquer protocolo TCP ou UDP em qualquer porta, sem intermediários. A disponibilidade deste recurso é limitada pela alocação recebida pela CONTRATADA do Registro Regional de Internet (LACNIC) e não pode ser ampliada sob demanda.
A CONTRATADA se compromete a investir continuamente em infraestrutura IPv6 e a priorizar soluções que reduzam a dependência de endereçamento IPv4. O CONTRATANTE reconhece que a escassez global de endereços IPv4 é uma condição estrutural do mercado de telecomunicações e que as limitações descritas neste termo não constituem deficiência do serviço, mas reflexo de uma realidade técnica e econômica que afeta todo o setor.
A internet aberta precisa de infraestrutura cooperativa.
A transição para IPv6 não é uma questão de tecnologia — é uma questão de poder. Cada organização que adota IPv6-first reduz a dependência coletiva de um recurso monopolizado. Cada servidor que opera sem IPv4 dedicado é uma demonstração de que é possível construir infraestrutura soberana, eficiente e acessível.
A PopSolutions existe para provar que cooperativas podem operar infraestrutura de telecomunicações com a mesma excelência técnica das grandes corporações — sem depender dos mesmos mecanismos de concentração.
PopSolutions Cooperative — Barueri, SP, Brasil
Infraestrutura própria desde 2013. Cooperativa de tecnologia com soberania digital.